No Brasil, a indignação parece ter lado, endereço e conveniência.
Escândalos surgem, denúncias aparecem, suspeitas ganham força, bilhões desaparecem dos cofres públicos, aposentados reclamam, investigações avançam… e mesmo assim o silêncio de parte da grande mídia e de setores da política e do judiciário impressiona.
Quando o assunto envolve determinados grupos, a narrativa muda rapidamente. O foco deixa de ser o possível esquema, os prejuízos ao povo ou as suspeitas levantadas, e passa a ser a construção de uma nova distração pública.
A estratégia parece repetida:
desviar o debate, criar um novo alvo e alimentar a polarização enquanto os fatos principais ficam em segundo plano.
Foi assim em episódios envolvendo denúncias no INSS, e caso MASTER em discussões sobre relações entre poder político e interesses financeiros, e também em casos recentes envolvendo figuras ligadas ao atual cenário político e judicial nacional. Como o filho, o irmão e a nora do atual presidente da república. Dos ministros do supremo tribunal federal como Dias Tòfoli, Alexandre de Morais e outros que tiveram privilégios do causador de um dos maiores escândalos do Brasil. Que envolvem pessoas de quase todos os partidos políticos e poderosos do pais.
Enquanto isso, personagens apontados em investigações ou cercados de suspeitas recebem tratamento cauteloso, quase blindado. Já adversários políticos viram manchetes instantâneas, julgamentos antecipados e condenações públicas antes mesmo de qualquer conclusão definitiva.
A sensação de muitos brasileiros é clara:
a régua da indignação não é a mesma para todos.
Quando o ex-presidente foi acusado de utilizar órgãos de Estado de maneira indevida, o assunto dominou debates, programas e editoriais. Mas agora, críticas envolvendo decisões tomadas dentro da estrutura do atual governo recebem uma cobertura muito mais tímida e quase nula e muito seletiva.
Isso não significa afirmar culpa de ninguém sem provas. Democracia exige responsabilidade, equilíbrio e respeito ao devido processo legal.
Mas também exige liberdade para questionar.
Questionar não é atacar a democracia.
Questionar é impedir que ela vire instrumento de proteção para grupos específicos.
A imprensa nasceu para fiscalizar o poder — não para escolher quais poderosos merecem silêncio muitas vezes por medo de represálias e outras por dinheiro sujo para calar ou atacar a mando do pagante.
O problema começa quando parte da informação deixa de buscar verdade e passa apenas a proteger ou aceitar narrativas pagas e bem pagas.
E talvez seja exatamente por isso que tanta gente hoje desconfia não apenas dos políticos, mas também de quem deveria fiscalizá-los. Chamando-os de “LIXO” “ESGOTO” Sabendo que são como uma imprensa estatal como nos países comunistas e socialistas. No Brasil são muitos meios de comunicação que se tornaram fiéis aos poderosos por poder e dinheiro. Todos já conhecem bem quais são o que é uma pena pois estão falhando com a profissão e com o público.
Porque quando o muro da narrativa cai…
quase sempre parece cair para o mesmo lado.
Por Juarez Veiga – Portal Itabaiana News (A Voz do Agreste Sergipano)




